Wednesday, September 26, 2007

Anestesia

Primeiro você some sem qualquer explicação plausível. Depois reaparece querendo se redimir. E vem o primeiro golpe. Eu, como sempre, tento compreender a sua falta de razões. Então, é hora da segunda - ou seria terceira? - filhadaputagem. Aí a vergonha toma conta. Você tem medo de mim, é o que eu chego a pensar. É bom que tenha medo mesmo. Mas, não satisfeito, mantém o caminho aberto, como age todo cafajeste com as mulheres. Chega a hora da demonstração de...? Fico sem saber, confesso. A incoerência é a sua maior característica. Não sei se foi puro orgulho ferido ou se realmente foi uma prova de que você finalmente se livrou da inércia em que se encontrava. E voltamos ao estágio inicial. Mas que decepção... talvez tivesse sido melhor não ser. Decida, pelo menos uma vez na vida, o que você quer. E vá atrás disso até o fim. Nem quando a oportunidade lhe bate à porta, nem mesmo quando ela lhe estapeia a cara, você a agarra com unhas e dentes. Pelo amor de deus, tenha ao menos a hombridade de assumir as suas (não-)escolhas e os seus (não-)atos. E vá viver a sua vida longe de mim! Quanta falta de vontade, quanta falta de cojones, quanta falta de paixão...

"If you're not willing to sound stupid you don't deserve to be in love."

Me perdoe, mas eu mereço mais que isso.

Sunday, August 26, 2007

Não sei de onde vem

Sorte do dia: "Medos antigos tendem a emergir hoje, por culpa de nada e ninguém, apenas é assim, ciclicamente."

"Deve ser porque não ando bem da cabeça
Ou eu já cansei de acreditar.
O meu medo é uma coisa assim
Que corre por fora, entra, vai e volta
Sem sair..."

Sunday, August 19, 2007

A arte de não esperar mais das coisas antes da hora

Queria escrever tantas coisas, queria pensar tantas coisas, queria fazer tantas coisas. Mas às vezes acho que eu sou o meu maior inimigo. Acho não, tenho certeza.

É, dessa vez eu acho que... ah, melhor não achar nada.

Thursday, July 26, 2007

Não, não tente me fazer feliz

I'm all happy about it in my sad little twisted world.

Friday, July 06, 2007

Cão sem dono

"I’ve been a moonshiner
For seventeen long years
I spent all my money on whisky and beer
I go to some hollow
And set up my holy holy still
If drinking do not kill me
Then I don’t know what will.
[...]
You’re already in hell, you’re already in hell
I wish we could go to hell.
[...]
When the bottle gets empty
Then life ain’t worth the drown..."

"Ele está perdido, ela quer ser famosa. Ele não vê porque sair da cama, ela quer viajar e conhecer o mundo. Estranhos um ao outro, aos poucos vão se conhecendo, se entregando, se revelando. E o distanciamento afetivo diminui progressivamente, até o momento em que fica em sintonia com o físico. Mas a paixão que surge não será convencional - afinal, o mundo não é fácil. E a questão é: conseguirão eles encontrarem a si próprios para, quem sabe juntos, construírem uma história única? [...] Nesta sentença está a chave da trama: ninguém é de alguém, ninguém pertence a um outro. Somos sozinhos, e podemos - ou não - estar acompanhados. Mas assim como ali está, a companhia pode se ir num estalar de dedos. Cabe ao destino, e, acima de tudo, ao desejo dos envolvidos, fazer de dois um par."
Trecho da crítica de Robledo Milani sobre o filme "Cão Sem Dono".

"- Na vida, a gente tem um começo e um fim...
- Não, a gente tem um meio. E só."

"- Eu quero viajar o mundo, ir pra algum lugar diferente... e você, não quer viajar?
- Eu tô viajando agora."

"- E o seu cachorro, filho, fica sozinho quando você sai de casa?
- Às vezes ele fica lá, às vezes ele sai pra rua...
- E você não cuida dele? Você não é o seu dono?
- Eu não sou 'dono' dele. Sou só um amigo."

"- Você tem a simplicidade da vida."

"- O que é viver?
- Viver é sonhar..."

"- Faz uma poesia pra mim.
- Marcela, linda, gostosa, deliciosa...
- Isso é obvio. Olha dentro da minha alma.
- Você já é uma poesia. Eu não preciso fazer uma poesia pra você, você é a própria poesia."

Friday, June 29, 2007

Presente de aniversário

Gostei que você veio. Tava preocupada já, cê não chegava nunca. Perdi meu brinco aquele dia. Levei o maior susto, te liguei e atendeu uma menina. Era sua irmã, ela é pequenininha. Você vai querer viajar comigo então? Cê tá *muito* cheiroso hoje. Você quer dirigir? Me ensina o caminho da sua casa, aí você não vai mais poder fugir. Cê não tá imprestável ainda?!?

Agora a gente vai poder se ver bem mais.

Monday, June 25, 2007

Uma mesa, duas cadeiras

Você logo puxou a sua cadeira pro meu lado. Eu, toda boba. Vim de sandália, viu? Posso beber cerveja? Sonhei com você no sábado. Acabou o assunto. Ah é? Não falo mais, então. Posso tirar uma foto de vocês? Você, tímido?!? Você acredita em tudo mesmo. Eu te aviso, de agora em diante, quando estiver sendo irônico. Você vai de enfermeira e eu, de doente. Ganhei de você no chopp. Eu tô dirigindo. Olha que eu te largo aqui, hein. Cê gosta de samba, então? Brown sugar. E entende de rock! Aonde a gente vai agora? Não sei.

Thursday, June 21, 2007

Cicatrizes e feridas

"Tenho as mãos atadas ao redor do meu pescoço
Eu queria mesmo era tocar seu corpo
Reprimo meus momentos,
Jogo fora os sentimentos e depois?
Depois toco meu corpo, eu tenho frio
Sou um louco amargurado e até vazio
E me chamam atenção
Mas eu sou louco, é de paixão, e você?
Você que me retire desse poço
Eu sei, ainda sou moço pra viver
E te ver assim tão crua
A verdade é toda nua
E ninguém vê.
Eu tenho as mãos atadas sem ação. E um coração maior que eu para doar. Reprimo meus momentos. Jogo fora os sentimentos sem querer. Eu quero é me livrar, voar, sumir. Perder não sei, não sei, não sei querer mais. A qualquer hora é sempre agora chora.
[...]
Agora é hora de dizer ‘muito prazer, sorte ou azar’ e amar."

Wednesday, June 20, 2007

Egocêntrica por um dia

Gosto de pensar que o meu aniversário está chegando. Gosto da sensação, da festa, das lembranças e dos presentes. O que eu mais gosto é de acordar no dia do meu aniversário. Parece que o mundo fica mais habitável e menos hostil por um dia. A comida é mais saborosa e o céu, mais colorido. Mas, de uns anos pra cá, tenho odiado fazer aniversário. Por mais que digam o contrário, não consigo fingir que não estou ficando velha. É um alívio, às vezes; mas também uma sensação horrível.

Tuesday, June 19, 2007

De onde vem a calma?

Qual a diferença entre paixão e amor? Será que tem diferença? Qual é melhor?

Nunca pensei que eu fosse gostar de sentir. "Devagar e sempre", sabe? Só sentir, sem precisar ser arrebatada a cada segundo. Sem precisar me explicar ou ficar pensando num próximo assunto pra puxar. Sempre fui meio porra-louca nesse quesito, "que seja infinito enquanto dure". Apesar de saber que tudo que começa rápido, na grande maioria das vezes acaba mais rápido ainda.

Até confesso que, no fundo, eu bem que queria sentir todo aquele, tudo aquilo. Mas, também no fundo, sinto um não-sei-quê de certo, de que isso, sim, é de verdade. Amizade, cumplicidade, bem-querer. Confiança. Eu confiei em você logo de cara, não sei por quê. É algo assim como uma tranqüilidade, "a sorte de um amor tranqüilo" é a mais pura verdade. Não sei explicar, nem ao menos consigo entender. Só sei que, dessa vez, eu tive certeza no dia em que te conheci. Eu nunca mais vou querer beijar outra boca.

"Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só,
não vou ceder
Deus vai dar aval sim,
o mal vai ter fim
e no final assim calado
eu sei que vou ser coroado rei de mim."